🌱 Chamada aberta para o CLIMA LAB! 🌍

🌱 Chamada aberta para o CLIMA LAB! 🌍 Você tem uma ideia, projeto ou ação que possa fortalecer o Plano de Ação Climática de Santos (PACS)? O CLIMA LAB é um laboratório de inovação cidadã baseado em uma metodologia, que busca enfrentar problemas por meio de tecnologias colaborativas, tendo o(a) cidadão(ã) como protagonista do processo. Serão 15 pessoas selecionadas para criar soluções baseadas em governança climática e inovação cidadã, durante os meses de outubro e novembro, para o fortalecimento do PACS. 💡 Quem pode participar? • Qualquer pessoa, maior de 18 anos, residente de Santos (e municípios vizinhos) e interessada no tema. • População diretamente afetada pelas mudanças climáticas (cidadãos e lideranças) • Agentes públicos (gestores e ponta) • Especialistas (ambientalistas e acadêmicos) • Participantes dos Conselhos Municipais 🫂 Quer somar? As inscrições estão abertas até o dia 29 de setembro. Vem para o Clima LAB! (redepeloclima.procomum.org/clima-lab) Participe!

Oficina de Advocacy

Rede pelo Clima realiza oficina de advocacy O quê? Quando e como? Foram as perguntas disparadas por Pedro Telles para que as primeiras diretrizes para a prática de Advocacy fossem estabelecidas.  Nesta quarta-feira (23 de outubro de 2024) aconteceu a primeira oficina de Advocacy, um evento que soma aos esforços da Rede de Justiça Climática rumo ao enfrentamento dos efeitos das crises climáticas da Baixada Santista. O evento contou com a presença de Pedro Telles, co-fundador do Advocacy Hub, do Professor Gabriel Mantelli diretor-executivo do Instituto Ação Climática, e mais de vinte convidados além da equipe Procomum.  Pedro Telles, co-fundador do Advocacy Hub ministrou a primeira parte do encontro explicando que uma ação de advocacy é feita através de um processo estratégico que visa influenciar políticas públicas e decisões que impactam a sociedade. Isso envolve mobilizar recursos, estabelecer parcerias, identificar os tomadores de decisão e engajar-se em diálogos com eles. A ação é guiada por uma causa ou demanda específica e utiliza diferentes táticas, como campanhas de comunicação, articulação com a sociedade civil, pesquisa e produção de evidências, e participação em espaços de deliberação política. O objetivo é promover mudanças sustentáveis e justas para os grupos impactados. PARTICIPE DA REDE DO CLIMA, INSCREVA-SE! Após o almoço, Gabriel Mantelli assumiu o microfone e destacou que as mudanças climáticas têm um impacto muito maior sobre as populações vulneráveis. Ele enfatiza que os danos climáticos devem ser abordados à luz dos direitos humanos, com foco na justiça climática e no racismo ambiental. Mantelli falou não apenas a respeito das políticas públicas  voltadas para o tema como também das falhas encontradas na execução das mesmas. “Tanto o Estado quanto o setor privado devem ser responsabilizados pelos efeitos dessa crise.”  Além disso, ele propõe a criação de mecanismos permanentes para quantificar e mitigar os danos climáticos, incluindo o uso de um “orçamento de carbono” e o fortalecimento de redes como a que estamos criando. A oficina de advocacy realizada no LAB Procomum proporcionou aos participantes uma oportunidade de entender ferramentas estratégicas para influenciar políticas públicas. O encontro não só fomentou a troca de conhecimentos práticos sobre como estruturar ações de impacto social, como também ressaltou a importância da colaboração entre diferentes atores da sociedade civil. Ao final, os participantes saíram mais capacitados para engajar-se em processos de transformação social e política, fortalecendo redes e ampliando o alcance de suas causas. A seguir estão uma das apresentações: Procomum – Capacitação em Advocacy

Encontro com Candidatos

Encontro com candidatos gera debates e aponta caminhos para ação. No dia 02 de outubro de 2024, ocorreu o terceiro encontro entre vereadores e munícipes promovido pela parceria entre Instituto de Arquitetos do Brasil e Instituto Procomum. Desta vez a pauta foram os impactos das mudanças climáticas na Baixada Santista. O evento, que começou às 18h e teve duração de três horas, contou com a presença dos seguintes candidatos: Shirley Vaz (Republicanos), Gabi Ortega (PT), Caseiro (PT), Pri Ribeiro (PT), Ronald Santos (PP) e Murillo Barletta (União Brasil). Além dos candidatos, três painelistas trouxeram contribuições significativas para o debate: Geraldo Varjabedian, Mônica Viana e Pedro Torres. Eles destacaram a urgência da questão climática e a necessidade de uma maior interação entre políticas públicas e as comunidades locais. Geraldo Varjabedian ressaltou que, embora o plano de ação climática exista, ele tem pouca conexão com a população e precisa ser efetivamente implementado. Segundo ele, estamos em um momento de coexistência e a sociedade precisa se envolver mais. “Todas as minhas fontes de referência estão desesperadas, descendo os degraus da academia para conversar com a população.” Ele destacou que a Baixada Santista é uma região “antiambientalista e negacionista”, e reforçou que “não adianta um belíssimo plano de ação climática se as comunidades não participam dele.” Geraldo também se solidarizou com os servidores municipais, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por aqueles que atuam no planejamento urbano. Mônica Viana alertou sobre os diversos avisos emitidos pelo IPCC, que declararam a urgência de ações climáticas. Ela afirmou que o problema climático está diretamente relacionado à questão da habitação: “A ocupação de áreas de várzea não pode mais acontecer, pois as tragédias urbanas são resultado de um planejamento desigual.” Mônica também destacou a importância de votarmos em projetos políticos que lidam com a emergência climática de forma séria e pragmática, criticando a ausência de propostas claras por parte de muitos candidatos. Pedro Torres organizou sua fala em torno de três eixos: o combate ao negacionismo climático, a necessidade de cumprir metas climáticas que vencem no próximo ano e a participação popular no planejamento urbano. “Não dá para falar de planejamento urbano sem a participação das pessoas que vivem nas cidades.” No decorrer do encontro, servidores municipais também expressaram suas frustrações e desafios. Renata, uma servidora da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, comentou: “Na secretaria, há muitas coisas que nos angustiam porque o tecnocrata não deixa de ser um ator político. Nada tem um impacto isolado, tudo vai refletir na cidade como um todo, e a participação popular é essencial.” Já Diogo, outro servidor, discordou da classificação de “tecnocratas”, argumentando que “não tem mais ‘cracia’, porque muitas coisas não progridem e os planos não são feitos.” Diogo também apontou que o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) pode ser um caminho para dar mais autonomia aos técnicos nas ações urbanas. Íris, arquiteta presente no encontro, elogiou a proposta de Pedro Torres de olhar para as metas climáticas já estabelecidas, considerando-a pragmática e necessária. Enquanto isso, Marcos Caseiro ironizou a baixa participação de vereadores no evento, dizendo que “quem tem que ver isso ou é omisso ou é burro.” Ele também mencionou a alta incidência de câncer na região e as doenças vetoriais que estão sendo exacerbadas pelas crises climáticas. Chagas, outro participante, criticou a falta de diálogo entre técnicos e a população: “Os técnicos ficam muito tempo discutindo entre si, enquanto a população lida com o problema sem dinheiro, sem apoio e sem conhecimento.” Ele destacou o exemplo de sua família, que mora na Vila Margarida e enfrenta problemas climáticos sem participar do debate, pois “esse debate não chega lá”. Shirley Vaz, arquiteta e candidata, falou sobre seu trabalho com acessibilidade e mencionou a problemática das queimadas, um fenômeno que ela já presenciou várias vezes no interior de São Paulo. Ela também ressaltou o impacto dos resíduos sólidos de construção em diversas áreas e a importância de um trabalho de conscientização para enfrentar esses desafios. Rogério, conselheiro do município de Santos, relacionou a acessibilidade às questões climáticas, enquanto Natasha, representante da ONG Ellos, trouxe à tona a supressão de manguezais na área continental de Santos e a ausência de vegetação na cidade. Ela também questionou a proposta do novo PAC de São Manuel e pediu a opinião de técnicos sobre o Dique das Palafitas. Isabela, do Instituto Procomum (IP), questionou a definição de emergência climática e a dificuldade em elencar prioridades: “Como podemos aglutinar questões, como saúde e emergência climática, e decidir o que vem primeiro?” Já Douglas sugeriu focar nas metas de 2025 para que os futuros vereadores se baseiem nelas em suas ações e fiscalização. “Precisamos ser pragmáticos com o que temos hoje.” Helena destacou que a educação, especialmente sobre saneamento básico, deveria começar desde cedo: “Na minha quebrada, a água que as pessoas bebem passa pelo esgoto.” Ela lamentou a degradação ambiental que presenciou em Santos desde a década de 80 e pediu mais ação do poder público. O encontro concluiu com um sentimento de urgência e necessidade de ação. A fala de Mônica sintetizou esse sentimento: “Os números dos partidos parecem números de loteria. Não há propostas claras. Busco não votar em pessoas, mas em projetos políticos, porque um indivíduo bem-intencionado não pode lutar contra uma bancada inteira que vota contra ele.” Desde sua criação, o Instituto Procomum tem se envolvido ativamente nas questões relacionadas às crises climáticas, reconhecendo a urgência e a transversalidade desse tema. Neste ano, a partir de maio, intensificamos nossos esforços ao unir forças com a população para a formação de uma Rede pelo Clima. Até o momento, já realizamos cinco encontros dedicados a essa temática, promovendo momentos de escuta ativa e engajamento coletivo. A partir dessas interações, temos nos comprometido em traçar caminhos que possibilitem a implementação de ações mais concretas e eficazes no enfrentamento da crise climática. Continuem acompanhando nossas redes para mais informações e formas de participação. IMG_6452 IMG_6406 IMG_6355 IMG_6323 IMG_6316 IMG_6280-2 IMG_6270 IMG_6247 IMG_6243-1390×782

Encontro Internacional SulxSul

Encontro Sul-Sul: uma Jornada coletiva de esperança e transformação “Um rio não deixa de ser um rio porque se encontra com outro rio. Ao contrário ele se fortalece” Mestre Nego Bispo Com a citação acima, as facilitadoras Irene Silva e Bruna Viafre abriram o Encontro Sul x Sul.  No dia 26 de agosto teve início o Encontro Sul xSul: As periferias no centro da Justiça Climática e do bem-viver, um encontro de ativistas, majoritariamente comunicadores, de quinze países do Sul Global e financiadores do Norte Global. Durante o encontro, aconteceram rodas de conversa, painéis, discussões, muita comida, amor e encontros potentes.  Ao chegarmos fomos recebidos por um ambiente vibrante, no qual cada rosto parecia refletir uma história de dedicação e paixão pela luta e pelos bens comuns e justiça climática. Sentir a energia coletiva é como encontrar uma peça faltante no quebra-cabeça que montamos diariamente ao tentarmos montar um mundo melhor. O espaço estava repleto de pessoas que, como eu, acreditam que é possível e está ao nosso alcance. Cada fala, cada painel foi um mergulho em narrativas inovadoras e inspiradoras. Ouvir histórias de comunidades que transformaram desafios em oportunidades me encheu de admiração e renovou minha fé na capacidade humana de criar mudanças significativas. As trocas de experiências foram como sementes plantadas em solo fértil, prometendo brotar e gerar frutos abundantes. No terceiro dia de evento, os participantes foram convidados a desenvolver protótipos que desenvolvessem iniciativas em parceria dos participantes.  Do LAB surgiram 3 propostas relacionadas a conexões, narrativas e metodologias de acompanhamento de organizações menores. A apresentação contou com a presença do Norte Americano Saleen Chapman que mencionou a importância de ouvir as vozes da luta climática no Sul Global.  Não esqueceremos dos momentos felizes como o passeio de barco pelo porto de Santos, a prática de canoagem, o samba e o forró, mas para mim o momento mais marcante se deu durante o fechamento. Das falas pudemos perceber que muitos dos participantes não sabiam ao certo o que esperar dos cinco dias de encontro. No entanto, cada um a sua maneira, se encontrou e encontrou sua forma de estar e permanecer. Rafis do Sapiência e Ana Rosa do Engajamundo que se conheceram ali, pareciam se conhecer há anos e desta conexão surgiu um dos momentos mais inusitados: o Sul X Sul S2, uma forma de conectar corações vagantes. E rolou! Akshay gostou tanto do encontro que tatuou na pele a bebida mais típica do país. Guilherme pareceu sempre ter estado no LAB Procomum tamanha familiaridade e Madu saiu certa de que sua carreira na música já é um sucesso (assim espero). Essas são apenas algumas das histórias que vi nestes dias. “É difícil imaginar um mundo diferente quando nos sentimos estagnados. Por isso, quando fui convidado para representar o @nonadajornalismo no encontro internacional “SulxSul: As periferias no centro da Justiça Climática e do Bem Viver” organizado pelo @procomum em parceria com a UMI Found, lá em Santos eu não sabia muito bem o que encontraria. Mas estar em deslocamento é sempre um bom ponto de partida. Como diria o poeta pernambucano, “Um passo à frente/ E você não está mais no mesmo lugar. E eu não poderia ser mais surpreendido positivamente pela organização do evento, as discussões e o formato encontrado para conectar os mais de 40 participantes de diversas organizações do sul global ligadas à direitos humanos e justiça climática. Debatemos as mudanças climáticas pela perspectiva do sul global com a participação de ativistas de diversos países e eu também participei de um painel sobre narrativas. Todas as ações foram pensadas para deixar os participantes confortáveis para compartilharem suas experiências, aprendendo juntos sobre os desafios (e alegrias) comuns. Conexões naturais foram criadas, como a amizade que seguirá firme com o @pivide_kumaru , comunicador e ativista Kumaruara do Baixo Tapajós. As diferentes línguas presentes não foram barreiras para a comunicação. Os diversos corpos presentes se expressaram também através de sorrisos, danças e movimentos.” Rafael Glória – Nonada   “O Sul x South me fez lembrar o que é confiança e tranquilidade para executar um trabalho a tantas mãos. Tantos desafios para trabalhar com clima – uma corrida por protagonismo?- que parecia impossível que em uma semana de agosto várias lágrimas iriam vir para me lembrar que são por momentos como esse que plantamos coisas bonitas. A gente passa tanto tempo com as mesmas pessoas que o medo de arriscar se abrir é inerente. Dessa vez foi diferente. Novas figuras apareceram por aqui: @rafismartinss é sem dúvida a minha cara metade e @madupreta é a amiga mais encantadora que a vida poderia me trazer.” Ana Rosa – Engajamundo Da conexão, a colaboração e a confiança mútua que podem reverter crises e construir um futuro sustentável, um verdadeiro chamado para ação. Estamos nos articulando para que possamos seguir juntos em nossas ações. Eu me vi imersa em uma visão de mundo onde a solidariedade não é apenas um ideal, mas uma prática diária, e onde o que unimos é mais forte do que qualquer obstáculo que enfrentamos. Durante os intervalos, enquanto conversava com outros participantes, percebi que ansiar a desistência é dar poder a quem nos deseja oprimir. Cada conversa revelava uma nova perspectiva, uma nova forma de enfrentar desafios, e uma nova maneira de sonhar. Foi um lembrete poderoso de que, apesar das dificuldades que enfrentamos, temos uns aos outros para nos apoiar e nos inspirar. Ao final do encontro, voltei para casa não apenas com um caderno cheio de anotações e contatos, mas com um coração cheio de esperança. A visão de um futuro mais justo e sustentável agora não é apenas uma ideia distante, mas uma realidade palpável que podemos construir juntos. Vivemos histórias transformadoras que puderam reposicionar a forma como nos entendemos enquanto cidadãos. O Encontro Sul-Sul foi mais do que um evento; foi um verdadeiro caldeirão de esperança, aprendizado, conexões profundas e, acima de tudo, uma forma de olhar nos olhos de pessoas que vivenciam as questões que muitas vezes a grande mídia

LAB Narrativas Climáticas

Protótipos que formam redes e comunidades: venha para o encerramento do LAB Narrativas Climáticas Vamos transformar ideias em ações concretas pelo clima na Baixada Santista! Junte-se a nós no 3º Encontro da Rede Comunitária pela Justiça Climática na Baixada Santista! No dia 27 de Julho, no LAB Procomum, vamos apresentar os protótipos do LAB Narrativas Climáticas 2024, laboratório relâmpago que desenvolveu ideias e iniciativas que comunicam a emergência climática e apontam soluções para a crise climática que enfrentamos. Este é o nosso terceiro encontro de 2024, que compõe a agenda do Instituto Procomum, com objetivo de construir uma coalizão comunitária pelo clima em nossa região. Estamos articulando uma rede que une ativistas, comunicadores, ambientalistas, acadêmicos, artistas, lideranças comunitárias e agentes públicos para pensar, dialogar e desenvolver estratégias para as questões que impactam nossos territórios. Convocamos você à participar desse grande momento de partilha dos protótipos criados dentro do LAB Narrativas Climáticas, e também para somar no debate. E aí, bora pensar possíveis soluções juntes? Contamos com você! Quando?27 de Julho de 2024 (sábado) A partir das 18H LocalRua Sete de Setembro, 52 – LAB Procomum

Segunda reunião da Rede Pelo Clima

Segundo encontro da Rede Comunitária Pela justiça Climática Na última quinta-feira, 16 de maio, aconteceu o segundo encontro da Rede Comunitária pela Justiça Climática. Desta vez o encontro reuniu 47 pessoas interessadas em compreender como podemos incidir nas ações relacionadas à justiça climática na nossa região. Para elucidar algumas questões o encontro contou com a presença de Pedro Henrique Torres, professor especialista em mudanças climáticas na região costeira, cientista social e planejador urbano  e da engenheira ambiental Greici Pedro, representante da SEMAM/ Seclima.  Pedro nos trouxe um panorama do avanço dos efeitos relacionados às emergências climáticas na Baixada Santista e Greici nos apresentou o PACS – Plano de Ação Climática de Santos. Após as apresentações, as pessoas puderam interagir com os profissionais em uma dinâmica de aquário, na qual uma cadeira é colocada no centro da roda e a palavra é dada apenas para quem estiver sentado nela.  Durante a dinâmica, várias questões foram levantadas, dentre elas a necessidade de uma democratização do conhecimento a respeito do tema, dúvidas a respeito do funcionamento do navio-bomba e a preocupação com o avanço do mar. Vale saber que o PACS está disponível no site da Prefeitura de Santos e pode ser acessado por qualquer cidadão.  Do exposto pelos profissionais, ficou evidente que a elevação das temperaturas e as precipitações são os maiores problemas enfrentados pela região que cada vez mais sofre os impactos das enchentes, sobretudo nas áreas de maior vulnerabilidade social. Por esta razão Pedro Henrique destaca que ao falar de clima, é fundamental colocar a Justiça Climática como foco, posto que os efeitos sempre serão mais contundentes para a população mais pobre.  Greici menciona que há estudos que indicam que em 2060 não haverá mais estações frias e a quantidade de catástrofes climáticas deve aumentar de uma vez por ano para 6. “A adaptação climática é fundamental porque muito do que foi feito com o nosso meio ambiente é irrecuperável” explica Pedro Henrique. Trata-se de uma tarefa coletiva compreender, agir e pressionar para que ações de enfrentamento e principalmente de prevenção sejam tomadas.  No mês de junho, o Instituto Procomum realizará mais um encontro para as discussões relacionadas ao clima. Desta vez, contaremos com a presença de membros da organização nigeriana Surge África. O encontro acontecerá durante quatro dias doas quais os dois primeiros serão abertos ao público e os dois últimos serão destinados a atividades formativas direcionadas a participantes selecionados previamente inscritos.  IMG_2915-1390×782 IMG_2728-1024×683 IMG_2724-1024×683 IMG_2617-1024×683 IMG_2562-1-1024×683 IMG_2551-1024×683 IMG_2519-683×1024 IMG_2548-1024×683 IMG_2531-1024×683 IMG_2501-1024×683

Primeira reunião da Rede Pelo Clima

Rede comunitária pelo clima No dia 10 de abril, aconteceu no LAB Procomum uma reunião aberta para construção de uma rede comunitária comprometida com a agenda climática na Baixada Santista. O encontro reuniu aproximadamente 60 pessoas interessadas na discussão emergente dos problemas decorrentes das crises climáticas. Entre essas pessoas, estavam lideranças locais,  membros de outras instituições e coletivos, além de profissionais, estudantes, artistas  e ativistas. A criação de redes é um dos resultados almejados pela teoria da mudança do Instituto Procomum, visando promover encontros afetivos entre pessoas de diferentes origens socioculturais. O encontro teve início com uma roda de autoapresentação, seguida pela divisão das pessoas em quatro grupos, cada um provocado a responder às seguintes perguntas disparadoras: Quais são os problemas mais urgentes? Quais projetos, políticas ou iniciativas você conhece que representam boas práticas e apontam soluções? Quais dados e informações estão disponíveis sobre a agenda climática na região (quem possui esses dados)? Quais organizações estão envolvidas nessa agenda? Das respostas surgidas, elaborou-se uma sistematização que será encaminhada para os participantes, permitindo que todos possam ter uma visão geral do que foi discutido pelo grupo e possibilitando novos direcionamentos para futuros encontros. Saúde pública, navio-bomba, incinerador, enchentes e mobilidade urbana foram os temas mais recorrentes quando o assunto é urgência. Algumas pessoas encontraram dificuldades para apontar iniciativas de boas práticas, mas o Hub de Justiça Climática, o Centro Brasileiro de Justiça Climática e o Manguezal Vivo, foram algumas das iniciativas lembradas. Caso você deseje colaborar na construção desta rede, ainda pode preencher o formulário e colaborar com a coleta de informações, acesse: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSewR90pOI3MpdiXpLIPqCej7w1uPGOnigGbXRR7PDhuP6vYvg/viewform?vc=0&c=0&w=1&flr=0. Seguimos, por meio de nosso laboratório cidadão, construindo pontes que fortalecem uma agenda permanente de formação, articulação e incidência em torno das mudanças climáticas, seus efeitos e na busca de soluções em relação ao clima. Neste sentido, nos dias 8 e 9, 10 e 11 de maio, ocorrerá o LAB Narrativas Climáticas, contando com a participação da organização nigeriana SURGE África. Nos dois primeiros dias, ele terá formato de encontro internacional, já na sexta e no sábado, 15 participantes selecionados terão a oportunidade de compor o LAB Narrativas de forma mais incisiva, prototipando e atuando coletivamente e colaborativamente para enfrentar os desafios de comunicar e informar a urgência dos fenômenos climáticos locais. Para saber mais, acesse: https://lab.procomum.org/lab-narrativas-climaticas/. coalizao-pelo-clima-1-1024×683 coalizao-pelo-clima-2-1024×683 coalizao-pelo-clima-4-1024×683 coalizao-pelo-clima-6-1024×683 coalizao-pelo-clima-7-1024×683